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Validador de número de cartão
Confira se um número de cartão fecha o algoritmo de Luhn e veja a bandeira sugerida pelo prefixo. A ferramenta apenas verifica a estrutura: ela não gera números.
Tudo acontece no seu navegador. Nenhum dado digitado aqui é enviado à sysINFO ou a terceiros - não há servidor, upload nem registro. Você pode desconectar da internet e a ferramenta continua funcionando.
Validar
Para que serve
Todo formulário de pagamento faz uma conferência local antes de mandar o número para a operadora. Não é uma verificação de segurança: é economia. Se o número tem um dígito trocado, dá para avisar o usuário na hora, sem gastar uma chamada de rede e sem registrar uma tentativa recusada. Essa conferência é o algoritmo de Luhn, e esta página é uma implementação dele que você pode usar para entender o comportamento ou depurar a sua própria.
Duas coisas ficam claras logo de saída, e vale repetir porque elas definem o alcance da ferramenta. A primeira: a página não gera números de cartão. Não há painel de geração aqui e essa ausência é deliberada, porque a utilidade legítima de gerar números de cartão em lote é próxima de zero e a ilegítima é evidente. Se você precisa testar um fluxo de pagamento, use os números de teste que a própria adquirente ou gateway publica na documentação: eles são reconhecidos pelo ambiente de sandbox e não passam no ambiente de produção.
A segunda: passar no Luhn não significa que o cartão existe. O algoritmo confere aritmética, não realidade. Um número inventado que por acaso feche a conta será aprovado por esta página e recusado por qualquer operadora, porque a operadora consulta um cadastro e a página não consulta nada.
Como funciona o cálculo
O algoritmo de Luhn é um dígito verificador que ocupa a última posição do número. A conferência percorre a sequência da direita para a esquerda.
- Comece pelo último dígito e caminhe para a esquerda, alternando entre "não dobra" e "dobra".
- Nos dígitos em posição de dobra, multiplique o valor por 2. Se o resultado passar de 9, subtraia 9. Assim, 8 vira 16 e depois 7.
- Some todos os valores resultantes, dobrados e não dobrados.
- Se a soma final for múltipla de 10, o número passa. Qualquer outro resto significa que a sequência está incorreta.
Essa construção detecta qualquer troca de um único algarismo e a maior parte das inversões entre dígitos vizinhos, que são justamente os dois erros mais comuns em digitação e em leitura de um número impresso em relevo. Ela não protege contra nada mais do que isso, e não foi feita para proteger: é um dígito de controle, não um mecanismo de segurança.
A bandeira é deduzida de outra parte do número, o prefixo do emissor formado pelos primeiros dígitos, combinado com a quantidade total de dígitos. Visa começa com 4; American Express começa com 34 ou 37 e tem quinze dígitos; Mastercard ocupa faixas iniciadas em 51 a 55 e em 2221 a 2720; Elo e Hipercard têm faixas próprias no mercado brasileiro. A identificação é uma probabilidade baseada em tabela, não uma consulta: as faixas mudam com o tempo e algumas se sobrepõem, então a página fala em bandeira "provável".
Como usar
- Digite ou cole o número no campo, com ou sem espaços. Pontos e traços também são ignorados.
- Clique em Validar ou pressione Enter.
- Leia o resultado: quantidade de dígitos, bandeira provável e se o algoritmo de Luhn confere.
- Use Limpar para apagar o campo quando terminar. É um bom hábito, mesmo sabendo que nada foi enviado.
Notas técnicas
A página aceita de 12 a 19 dígitos, faixa que cobre os formatos em circulação. Números fora disso são recusados antes do cálculo, com a mensagem informando quantos dígitos foram encontrados. A tabela de bandeiras é fixa e local: uma bandeira nova, ou uma faixa recém-alocada, aparece como não identificada mesmo com o Luhn correto. Isso é uma limitação da tabela, não um sinal de problema com o número.
Uma recomendação que vale mais que qualquer recurso da ferramenta: não digite em página nenhuma, incluindo esta, o número de um cartão que você usa. Aqui não há envio de dados e o código pode ser inspecionado, mas o hábito de colar dados de cartão em ferramentas web é ruim justamente porque a maioria delas não oferece a mesma garantia, e você não tem como distinguir uma da outra pela aparência. Para conferir a implementação, use um dos números de teste públicos das operadoras.
Perguntas frequentes
A ferramenta gera números de cartão?
Não, e essa ausência é deliberada. A página apenas confere a estrutura de um número que você informa. Não há gerador aqui, nem haverá: produzir números de cartão em lote serve principalmente a tentativa de fraude, e o ganho legítimo em teste é coberto pelos números de teste que as próprias operadoras publicam.
O que exatamente o algoritmo de Luhn verifica?
Apenas a coerência aritmética da sequência de dígitos. Ele detecta a troca de um algarismo e a maior parte das inversões de dígitos vizinhos. Não diz se o cartão existe, se está ativo, se tem saldo, se está bloqueado nem a quem pertence: nada disso está codificado no número.
O número que eu digitar é enviado para algum lugar?
Não. Todo o cálculo acontece no seu navegador e a página não faz nenhuma requisição de rede depois de carregada. Você pode desconectar da internet e a conferência continua funcionando. Ainda assim, evite digitar o número de um cartão em uso em qualquer página, incluindo esta.
Como a bandeira é identificada?
Pelos primeiros dígitos, que formam o prefixo do emissor, combinados com a quantidade total de dígitos. Cada bandeira ocupa faixas conhecidas, como o 4 inicial da Visa ou o 34 e 37 da American Express. A identificação é uma probabilidade, não uma certeza: faixas mudam com o tempo e algumas se sobrepõem.
Um cartão real pode ser recusado nesta conferência?
Se o cálculo de Luhn não fecha, quase sempre houve erro de digitação, porque todos os cartões em uso corrente seguem esse dígito de controle. Já a bandeira pode aparecer como não identificada mesmo com o Luhn correto, quando o prefixo está fora das faixas conhecidas pela ferramenta.
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